dos meus remorsos

Apanhei um cigarro e um isqueiro durante um momento poético, sentei-me a cadeira de ruídos e ponderei aquele cigarro. Aquele produto químico me abdicava do mundo que me cercava, sem mesmo eu saber o porquê. Na tentativa de queimar o tabaco, a brasa se cessava olhando para mim furiosa, estranhamente sigo em tentativas
Isolando todo e qualquer vento presente naquele espaço, imaginando ter sido culpa desse fenômeno natural, tento novamente afoguear minha loucura, no entanto sem êxito. 
A brasa ficara dentro daquele cubículo retangular e por mais que eu a chamasse, ela não me dera nenhuma resposta, então a joguei no chão num ato raivoso, substituindo-a por outra, esta sim estava de acordo em fornecer ajuda à minha morte, e por esse motivo, já senti um afeto entre nós. 
Enquanto todas aquelas substâncias queimavam dentro de mim, por fora eu sentia um alívio único. Depois de tanto inalar aquela sórdida fumaça aos pulmões, vejo estatelado ao chão, minha vida toda passar aos meus olhos.